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Projeto Amamentar - Ana Caroline

Ana e Olivia

ROLE PARA CONTINUAR
29/08/2025

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A chegada da Olivia foi uma surpresa muito feliz, um desses mistérios da vida, que aconteceu justo quando eu tinha escolhido abraçar os primeiros sinais do climatério, descartar óvulos que havia congelado anos antes e entrar de coração aberto numa nova etapa, já mais madura, segura e independente. Marquinho, o pai dela, tinha decidido entrar na fila para fazer vasectomia pelo SUS, estávamos juntos e nos curtindo há pouco mais de um ano. 
A notícia foi um susto, mas também foi muito bem-vinda, acolhida e celebrada. Tive o privilégio de ser muito bem acompanhada ao longo da gravidez, além de poder me preparar muito para o parto natural.

Foi esse contexto de uma gravidez super tranquila e saudável, seguida de um parto bonito e intenso - mesmo já com 42 anos -  que a amamentação me fez mergulhar em um monte de medos, sensações de incapacidade, de corpo defeituoso... Não havia me preparado o suficiente para ela, ingenuamente acreditava que seria a parte mais fácil e instintiva. Nem sei se tinha mesmo como se preparar antes de viver a experiência, sabe?

Logo nos primeiros dias de vida da pequena, tivemos um grande susto de uma quase desidratação. Precisamos de ajuda de banco de leite e começou ali um périplo que incluiu translactação até cerca de 6 meses, frenectomina da linguinha, amamentação mista, diversos profissionais atuando (fono, fisio, pediatra, consultoras de amamentação, osteopatas). Era um sem-fim de consultas com pessoas futucando a bichinha e tentando ajudar a mamada a se acertar e a amamentação engrenar. Foi muito doído, caro e emocionalmente desafiador para nós 3. Como ela mamava “mal”, minha produção caiu rapidamente e tive de incorporar cerca de 6 ordenhas ao longo dos dias e madrugadas, para tentar estimular minha produção, numa rotina que já era difícil e cansativa com um bebê recém-nascido. Tentamos colher dosadora, copinho aberto, comidas e bebidas que poderiam aumentar o leite, extratos e cápsulas vegetais, chás, tudo que encontrava ao meu alcance.

Foram meses de muita vontade de que Olivia conseguisse mamar o quanto precisava, que meu corpo fosse meu aliado e também de medo de falhar, de não dar conta de alimentar minha filha, de ter de ceder às pressões para dar mamadeira e desistir de amamentar. Chorei muito. 

Lembro de pedir várias vezes pro meu companheiro fotografar a gente enquanto Olivia mamava. Tinha urgência em registrar isso porque parecia que sempre, a qualquer momento, ela poderia desistir de mamar e eu queria poder mostrar a ela que havia tentado muito, que havia amamentado o quanto possível. Queria esses registros para mim também, para não me esquecer do meu investimento físico e emocional em amamentar. Achava bonito ver as fotos com ela mamando, mesmo que em algumas desse pra ver claramente que eu chorava. 

Os dias iam se passando. Cada mamada que dava certo, cada semana, cada mês em que ela seguia mamando - mesmo com a translactação - eu comemorava. Criava marcos, nortes para me inspirar em seguir: “vamos conseguir chegar aos 3 meses sem ela deixar o peito, eba!”. “Agora vamos aos 5 meses.” “Será que a gente consegue chegar aos 6, introdução alimentar com tetê?” . “Vai ser lindo poder chegar ao aniversário de 1 ano com Olivia mamando.”

Corta para hoje, Olivia acaba de completar 1 ano no dia 5 de agosto. Já nem sei há quantos meses não precisamos mais oferecer fórmula ou o meu leite por translactação. São meses desde que ela passou a mamar bem e a combinar mamadas com alimentação. Ela come e mama bem, está uma fofura, pesadinha, saudável. Antes da soneca da manhã, quando estou no trabalho, ela ainda toma num copinho o meu leite ordenhado. À tarde, quando estou em casa com ela, mama várias vezes, ainda que agora sejam mamadas curtas, algumas por pura vontade de estar pertinho. Tantas vezes são mamadas meio acrobáticas, querendo continuar as brincadeiras sem largar o tetê. À noite, antes de dormir, se está muito cansada, mama quase sempre do mesmo: se gira no meu colo, na cadeira de amamentação, levanta o bumbum, fica mexendo as perninhas, como se estivesse requebrando, tenta continuar a girar sem largar o peito. Sorrio e comemoro em silêncio por ter persistido nesse caminho. Nesses momentos, quase me esqueço do tanto que foi desafiador. Me alegro ao ouvir cada golinho que ela dá, como se tentasse ainda hoje me certificar de que tenho sim leite para dar para minha pequena. 

Texto :Ana Caroline

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